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Costeletas de porco a padeiro no forno batata dourada e molho de vinho com mostarda

Carne grelhada com molho a ser vertido sobre sementes e batatas assadas numa travessa metálica.

O que torna “à padeiro” tão certeiro (e onde muita gente falha)

O segredo raramente é “mais tempero”. É gerir forno + humidade:

  • a batata tem de assar e ganhar cor (não cozer em vapor)
  • a carne deve dourar sem secar
  • o molho precisa de aproveitar os “tostadinhos” do tabuleiro

A lógica do “à padeiro” é simples:

  • Primeiro, dás avanço à batata para perder água e começar a crosta.
  • Só depois entra a carne, para terminar nos sucos e na gordura.

Erro típico: batata crua + costeletas ao mesmo tempo → tabuleiro encharcado, batata pálida, carne passada.

Ingredientes essenciais (para 4 pessoas)

Poucos ingredientes; o molho vive de vinho + mostarda.

  • 4 costeletas de porco (lombo ou cachaço; cachaço costuma ser mais suculento)
  • 1,2 kg de batata para assar (ex.: Agria/Kennebec, ou outra mais “farinhenta”)
  • 1–2 cebolas em meias-luas
  • 4–6 dentes de alho esmagados
  • 1 folha de louro (opcional)
  • Azeite q.b.
  • Sal e pimenta preta
  • 150–200 ml de vinho branco (ou rosé seco)
  • 1–2 colheres de sopa de mostarda (Dijon ou antiga)
  • 1 colher de chá de mel ou açúcar (opcional, para equilibrar a acidez)
  • Salsa picada ou coentros (para finalizar)

Método de forno: batata dourada primeiro, carne depois

Aquece o forno a 200–210 °C ventilado (no estático, costuma resultar melhor a 220 °C). Tabuleiro metálico doura mais do que pirex/cerâmica; para reforçar a crosta, aquece o tabuleiro vazio 5 min. Um tabuleiro grande (≈ 30×40 cm) evita “abafar”.

Corta as batatas em rodelas grossas/meias-luas com 1–1,5 cm, todas semelhantes. Se passares por água para tirar amido, seca muito bem (humidade = menos cor). Envolve com azeite, sal, pimenta, cebola, alho e louro. Regra prática: azeite suficiente para tudo brilhar, sem poças.

Leva ao forno 25–30 min, mexendo a meio e voltando a espalhar numa camada. Se a cebola/alho escurecerem cedo, empurra-os para baixo das batatas (queimam antes de a batata dourar).

Entretanto, tempera as costeletas com sal e pimenta (pimentão-doce é opcional). Se der, salga 15–30 min antes; com mais tempo, podes salgar e deixar no frio até algumas horas (bem tapado) e depois trazer à temperatura ambiente 10–15 min antes de ir ao forno.

Junta as costeletas ao tabuleiro (por cima e entre as batatas), com mais um fio de azeite. Assa 15–20 min, virando a meio, até ficarem bem coradas.

Para não secar a carne:

  • Espessura manda: com 2–2,5 cm tens mais margem; costeletas finas pedem menos tempo e, muitas vezes, ficam melhor com grill curto no fim.
  • Ponto seguro e suculento: com termómetro, aponta para 63–70 °C no centro e deixa descansar. Sem termómetro, tira quando estiverem coradas e firmes, mas ainda com alguma elasticidade-não esperes “até não sair nada”.

Se houver líquido a mais no tabuleiro, dá 5 min extra com mais calor ou termina no grill (atenção: o alho queima depressa).

Molho de vinho com mostarda: o truque está em desglasar

Retira carne e batatas para uma travessa e cobre com alumínio solto (mantém quente sem amolecer a batata).

Se o tabuleiro puder ir ao lume (metal robusto), coloca-o no fogão; se for pirex/antiaderente (ou alumínio muito fino), verte os sucos para uma frigideira/panela. Junta o vinho e raspa bem o fundo para libertar os tostados. Deixa ferver 2–3 min para reduzir e suavizar o álcool.

Baixa o lume e junta a mostarda, mexendo (evita fervura forte para não ficar granulosa). Se ficar ácido, equilibra com mel/açúcar; uma noz pequena de manteiga dá brilho e liga. Se ficar intenso demais, alivia com um gole de água quente.

Prova e ajusta sal e pimenta: o molho deve ficar “vivo” e ligeiramente aveludado, para agarrar na batata.

Pequenos ajustes que mudam tudo

  • Escolha da costeleta: cortes mais marmoreados (cachaço) secam menos; com osso, em muitos casos, precisam de um pouco mais tempo.
  • Espaço no tabuleiro: apertado = vapor. Ideal: uma camada com folga; se necessário, usa dois tabuleiros e roda a meio.
  • Secagem da batata: quanto mais seca, mais rápido doura. Mexe e volta a espalhar para criar novas zonas de contacto com o metal quente.
  • Evita papel vegetal se queres máximo dourado: corta o contacto direto com o tabuleiro.
  • Mostarda com personalidade: Dijon é mais “limpa”; antiga dá textura e aroma mais marcado.
Problema Causa comum Ajuste rápido
Batata mole e pálida Tabuleiro cheio e húmido Espalhar melhor + mexer a meio + 5 min extra de calor/grill
Costeleta seca Carne magra + tempo a mais Tirar mais cedo, preferir cachaço, descansar tapado
Molho ácido demais Vinho muito seco + pouca redução Reduzir mais; ajustar com mel/açúcar e um pouco de manteiga

O final certo: descanso, ervas e serviço

Deixa descansar 5–10 min: a carne reabsorve sucos e o prato não “alaga” ao servir.

Finaliza com salsa ou coentros e usa o molho por cima sem afogar: idealmente, tens batata bem dourada (crocante) e zonas mais macias para apanhar molho.

FAQ:

  • Posso fazer com bifes de porco em vez de costeletas? Podes, mas reduz o tempo: bifes finos secam rápido. Junta só nos últimos 8–12 min, conforme a espessura.
  • Dá para preparar com antecedência? Sim: pré-assa as batatas e deixa adiantado. Na hora, juntas a carne e terminas; o molho faz-se em 5 min.
  • Que vinho funciona melhor no molho? Branco seco e aromático (ex.: Arinto, Loureiro) ou rosé seco. Evita vinhos doces ou muito amadeirados.
  • A mostarda pode talhar no molho? Pode ficar granulosa se ferver com força depois de entrar. Junta com o lume baixo e mexe.
  • Como guardar sobras sem estragar a batata? Se conseguires, guarda separado. Para recuperar: forno/air fryer para a batata; molho aquecido em lume brando.

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