Boas Entradas! (Retrospectiva e votos para 2016)
Num instante, quase sem darmos por isso, chegámos ao fim de 2015 - e com ele vem aquela vontade inevitável de parar um pouco e fazer balanços.
Todos os anos, por esta altura, sento-me a pensar no que passou: o que consegui concretizar, o que ficou a meio, o que ganhei e o que deixei para trás. Recordo as conquistas e os tropeções, as alegrias e as mágoas, as fases mais leves e as mais difíceis.
Volto também à minha lista dos 12 “desejos” do ano. Vejo o que realizei, risco o que se cumpriu e reescrevo o que continua por acontecer - às vezes com a mesma força, outras já com outra perspetiva. Analiso melhor, pondero se faz sentido insistir, o que devo ajustar e até que desejos merecem continuar na lista.
Este ano trouxe-me coisas muito boas… e outras menos boas. Logo no último dia de janeiro, a minha avó partiu. Senti que talvez já estivesse cansada da condição em que vivia - quando a vida, por vezes, se torna apenas uma sombra de si mesma, mesmo com todo o carinho à volta. Partiu porque chegou a hora dela, mas deixou um vazio enorme. Quem a conheceu sabe como era profundamente bondosa. Vai fazer-me sempre muita falta - embora eu acredite que, de alguma forma, continuará comigo. 2015 começou com a perda mais dolorosa que vivi até hoje.
E, quase ao mesmo tempo, veio a maior felicidade: perceber que vinha um novo bebé a caminho foi uma das descobertas mais bonitas de sempre - só lamentei não ter podido partilhar essa notícia com a avó. Depois de anos de luta contra a infertilidade e de toda a dificuldade para conseguir engravidar do Zé Maria, descobrir que estava grávida do António, assim quase sem contar, foi o melhor presente de 2015.
Depois destes dois acontecimentos tão marcantes, o resto pareceu ganhar outra escala - e o ano passou a correr.
Houve uma casa nova, obras durante 4 meses e uma mudança já com 30 semanas de gravidez. Depois vieram as férias e, no regresso, o segundo aniversário do meu Zé Maria e, menos de uma semana depois, o nascimento do António.
Do fim de setembro ao Natal foi um saltinho. Pelo meio, fiz 37 anos. E hoje, 2015 fecha as portas. E é assim que se resume mais um ano.
Na cozinha, também foi um ano cheio de descoberta: experimentar ingredientes novos, testar receitas, continuar a diversificação alimentar do Zé Maria (sempre a evitar açúcar e alimentos muito processados), aprender mais e tentar evoluir nas fotografias.
E, como se não bastasse, ainda preparei um novo livro de culinária, que deverá sair durante o mês de março. Que aventura! Fazer um livro com 2 bebés em casa não é para todos - houve dias mesmo difíceis, sobretudo quando foi preciso cozinhar, testar e repetir cada uma das muitas receitas que fazem parte dele.
Talvez por tudo isto 2015 tenha passado tão depressa. Os anos voam quando estamos ocupados a viver, a cuidar do que nos faz bem e a tentar aproveitar cada pedacinho do que a vida nos dá. Pelo menos, é assim que eu sinto.
E talvez por isso eu deixe quase sem registo o que me incomoda. Com o tempo, tenho aprendido a não dar espaço a quem não merece - nem a quem diz mal (é impossível agradar a todos), nem a quem finge que não vê (mas sabe sempre tudo), nem a quem desvaloriza e faz de conta que não conhece (porque acha que está acima - e talvez até esteja).
Uma mensagem para vocês
Meus queridos leitores: desejo-vos o melhor do mundo e um 2016 cheio de esperança, alegria, saúde e felicidade.
E obrigada, do fundo do coração, por cada visita, comentário, palavra, like, incentivo e e-mail ao longo de 2015. Espero continuar a merecer a vossa companhia por aqui - e conseguir, de alguma forma, inspirar-vos a cozinhar e a darem o melhor de vocês, de barriga encostada ao fogão e à volta da mesa, a quem vocês amam.
Boas entradas!
Que tenham um Feliz 2016! Boas entradas a todos!
Dicas (para levar para o novo ano)
- Se também fazem listas de objetivos, experimentem escolher 12 desejos simples, um para cada mês - ajuda a manter o foco sem pressão.
- Na cozinha, vale a pena definir um “tema” do ano (por exemplo: mais refeições caseiras, menos processados, mais legumes da época, uma receita nova por semana).
- Guardem memórias à volta da comida: uma fotografia do prato, uma nota sobre quem estava à mesa, ou a receita escrita à mão. Um dia, isso vale ouro.
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